Cristina, 17 anos. Nos conhecemos desde 2007.
Meu óculos
Aqueles velhos amigos que
Ora me faziam sentir atraente
Ora me faziam sentir deslocada
Por quê? Por quê fazes isso, óculos?
Não sabe o quão agradável és
E quão bem tu me fazes?
Me fazendo ver o que a maioria não enxerga?
Quanto fostes meu amigo, óculos!
Simetria estranha, dois em um
Junto com um par de olhos míopes
Colocando coisas a mais onde não existe o “mais”
As pessoas não querem o “mais” dos outros
Só o mais delas e delas nada mais
Óculos, por que não és confortável o tempo inteiro?
Será a verdade nua e crua que mostra?
Verdade nua e crua que mostras…
Bela metáfora para algo dois em um
Mas se tu és sincero
O que te faz ter um par por toda tua existência?
Te tirei, óculos, quando me deitei
E o resultado esperado:
O embaraço de um teto acima, e um borrão de mesa ao lado
E pensamentos libertinos…
Libertos da verdade que os prendia
Libertos do óculos
Que mostravam e não se importavam com nada mais
Nem o “mais” e a verdade nua e crua
A noite é um ritual de contradições
Ora criança, ora perversa… será possível?!
Uma criança perversa?!
É tirando os óculos que se vê tudo de outra forma
Depois de ver a verdade nua e crua, se vê tudo com o “mais”
Esse “mais ” que vejo com meus olhos o que o óculos não viu…
Eu!