Sabem, ela tinha uma certa fagulha de amor se formando em seu coração.
Ele se sentia alegre, satisfeito em ver a
angústia divertida nos olhos dela quando passava ao seu lado, sabia que
aquela fagulha se intensificava. Talvez, até
ela se divertisse ao virar o rosto e dar de encontro com os olhos dele.
Ela sorria, mantinha o olhar fixo. E ele? Desviava, massageando a nuca,
desconcertado.
Às vezes, conversavam, ele mexia nos
cabelos dela e em resposta, ela batia as palmas da mão contra o corpo
dele… Seus xingamentos (que podiam muito bem ser apelidos disfarçados)
não ultrapassavam do “Idiota” e do “Chato“.
Mas, eles estavam presos à insegurança.
Estavam enclausurados na timidez. E esses fatores os impediam de seguir
em frente com quaisquer sentimentos.

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