terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Crônica #2: Quando as HISTÓRIAS, em maiscúlo!, voltaram a ser minhas.


Desde que eu entrei no Nyah e comecei a escrever algumas das minhas histórias, nasceu em mim o desejo de ser escritora. Parece que eu sempre quis ser isso. Desde sempre.

    O amor por criar algo já era algo antigo, na verdade. Na alfabetização, as minhas atividades favoritas eram de criar frases. Sempre li, desde os gibis da turma da Mônica (onde eu praticamente me alfabetizei) à revistas teens, para depois de alguns anos, começar a ler histórias, sendo ou livros ou em fanfics. Onde estou até hoje, sem nunca ter encontrado um substituto. A escrita me fisgou algum tempo depois de eu ter entrado no Nyah. De lá para cá, já foram pouco mais ou pouco menos de cinco anos.

    Mas aí que estava mágica: pela primeira vez, desde que eu comecei a escrever histórias, eu não queria postá-las.

    Isso de fato me surpreendeu por ser algo totalmente positivo. Eu estava escrevendo por puro prazer. Coisa que eu vinha há muito tempo sem. Eu estava inspirada, caramba!

    Na verdade não é nem querer postar as histórias. Já que, admito, admito, eu imagino que elas dariam uma ótima repercussão. Mas evito que o pensamento prossiga, já que se eu ficar refletindo sobre comentários ou popularidade, posso fazer com que a história entre no meu baú de gelo. Sem que eu tenha inspiração para poder prossegui-las como tantas outras histórias e contos que merecem ser contados.
    E nas últimas noites, eu venho escrevendo, antes de ir dormir, uma... duas... três cenas, diálogos que me deixam eufórica, com gosto e orgulhosa de escrever. Descrições que se assemelham com o que a minha mente produz e finalmente estar quase lá em escrever as cenas que tanto perseguem minha alma de escritora.

    Sabe o que provavelmente está me dando esse imenso prazer em escrever ultimamente? A ideia de que, eu não preciso agradar simplesmente ninguém com as minhas histórias. Que a única pessoa que eu venho agradando, é de fato, o meu público alvo e o mais crítico. Em outras palavras, a mim mesma. E por isso que eu falo que a história voltou a ser minha, deixou de ser dos outros. Eu não preciso esperar a avaliação de alguém, elogiando ou não meus textos, para que eu me sinta motivada. Eu tenho consciência do meu talento e eu sei que escrevo bem... Meio afobada sim, mas com qualidade e com minhas características de sempre.

    Era este prazer que eu sentia logo quando eu comecei a pôr no papel minhas histórias. Escrevia sem pretensão, só com o intuito de imortalizar minhas histórias e mente. Mas logo chegou o nojo da necessidade de chamar atenção, de ter comentários e visualizações, a ser manipulada pela falsa popularidade que os números ditavam, chegou a doentia necessidade de ter que ser motivada a escrever por elogios de terceiros, por incentivos de terceiros. Quando quem deveria me motivar e acreditar em mim, era eu mesma. Quem mais seria? Sou eu que tenho tudo a perder. Ou nada a ganhar. Os números voltaram a estaca zero de seu grau de importância — classificação, que na real, ele nunca deveria ter saído.

    Apenas meu simples prazer de ler algo meu, como se fosse algo totalmente inédito e gostoso... Voltou a ser o suficiente.

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