terça-feira, 1 de dezembro de 2015

"Meus óculos"

Cristina, 17 anos. Nos conhecemos desde 2007.


Meu óculos
Aqueles velhos amigos que
Ora me faziam sentir atraente
Ora me faziam sentir deslocada
Por quê? Por quê fazes isso, óculos?
Não sabe o quão agradável és
E quão bem tu me fazes?
Me fazendo ver o que a maioria não enxerga?
Quanto fostes meu amigo, óculos!
Simetria estranha, dois em um
Junto com um par de olhos míopes
Colocando coisas a mais onde não existe o “mais”
As pessoas não querem o “mais” dos outros
Só o mais delas e delas nada mais
Óculos, por que não és confortável o tempo inteiro?
Será a verdade nua e crua que mostra?
Verdade nua e crua que mostras…
Bela metáfora para algo dois em um
Mas se tu és sincero
O que te faz ter um par por toda tua existência?
Te tirei, óculos, quando me deitei
E o resultado esperado:
O embaraço de um teto acima, e um borrão de mesa ao lado
E pensamentos libertinos…
Libertos da verdade que os prendia
Libertos do óculos
Que mostravam e não se importavam com nada mais
Nem o “mais” e a verdade nua e crua
A noite é um ritual de contradições
Ora criança, ora perversa… será possível?!
Uma criança perversa?!
É tirando os óculos que se vê tudo de outra forma
Depois de ver a verdade nua e crua, se vê tudo com o “mais”
Esse “mais ” que vejo com meus olhos o que o óculos não viu…
Eu!

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